Levei muito tempo pra escrever sobre isso, inclusive acredito que levei tempo demais.
Quem me conhece deve ter imaginado porque eu não reagi imediatamente. Eu não tenho essa resposta. Não sei o que segurou a minha indignidade e revolta.
Sempre pensei que uma mentira se desmente por si mesma. Pelo efeito do tempo, pelo respeito às ações posteriores, pelo conhecimento das ações anteriores, pela incredulidade e apoio dos amigos. Porém, quando tudo isso parece ser insuficiente, não sei como deveria ter reagido no momento que chegou aos meus ouvidos uma das piores mentiras que foi construída sobre mim.
No primeiro momento fiquei pasma, imóvel, incapaz de esboçar sequer um protesto. Em meio a uma festa de pessoas que pertenciam ao meu círculo de amizade, soube que uma pessoa má e psicótica espalhara uma trama sórdida, inverossímil sobre eu e um dos meus melhores amigos. Depois de um tempo dei risada achando ser nada mais que fofoca de mulher desprezada e fiquei quieta.
No segundo momento percebi que a muito essa história existia. Correu por dentro dos reservados, dos ouvidos, das reuniões de grupinhos, das coxias e cocheiras. Depois do fato exposto, foram muitos os que percebendo que eu já sabia, vieram entremear de detalhes o que já estava tão difícil de ignorar. Minha reação foi a pior possível. Queria tomar satisfações, dar porrada, fazer escândalo. Não fiz nada disso. A fulana não valia a pena, os sicranos que acreditaram, menos ainda valiam. E os amigos que nada fizeram, esses que guardassem a sua neutralidade para quando fossem vítimas do mesmo mal, da mesma criatura.
O tempo passou, fui guardando o sentimento de mágoa e de injustiça e esqueci.
Hoje, mais espiritualizada, penso que o princípio que rege a humanidade, ou seja, a “causa” e “efeito” vai ser o karma que essa pessoa terá que resolver um dia. Nem a justiça dos homens seria mais adequada para a prestação de contas de todos os atos que cometemos contra nosso semelhante. No momento em que essa mulher abriu a boca e usou do dom da fala para caluniar a mim e ao meu amigo, ela fez mau uso do poder de comunicação que Deus lhe deu. No momento em que ela fez transitar pela internet mensagens montadas e falsas ela fez mau uso da inteligência, outra faculdade que Deus nos deu para usarmos a nosso favor e do próximo. Então, nesse momento, o que sinto é pena. Pena do que virá para esse espírito de pouca luz que habita nesse corpo feminino.
Não tenho ódio, não sinto mais raiva. Isso me faz muito bem. Quanto ao meu amigo, continuamos amigos, talvez mais amigos ainda. A calúnia não teve o poder de nos afastar. Somos cúmplices de uma mesma verdade. E isso é a vida. Não conseguimos evitar que nos façam mal, mas podemos aproveitar o mal que foi feito para edificar sentimentos bons como; serenidade, tolerância, paciência e equilíbrio.
Obrigada a minha fé por me ensinar que a minha vida terrena é transitória, mas a minha vida espiritual é eterna. Depende só de mim o modo como ela será.
Esse assunto encerra-se aqui...agora...e estou muito aliviada por isso.
Esse assunto encerra-se aqui...agora...e estou muito aliviada por isso.
Entrou por uma porta, saiu pela outra...quem quiser que conte outra!!
3 comentários:
Fico feliz, Inez, de saber que não precisou um processo...bastou a fé pra você encontrar paz! bj grande,
Cyntia
Adorei!
Como já lhe disse, o que não vem para acrescentar, deletamos, porque tira nossa serenidade...
Quem tem luz, segue sua vida com a consciência tranquila e esquece o que ñ vale a pena lembrar...
Vida curta d+ para perdemos tempo com fofocadas...
Muitos beijos e minha admiração por vc.
Quem tem a sorte de te dar um abraço apertado e verdadeiro sabe a mulher que vc é...Verdadeira , amiga e flor , conte sempre comigo e com minha falange de anjos . bjs
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