Chora a terra por seus sulcos profundos
Dilacera a existência, extermina a resistência
Soluça o mar inclemente enquanto avança
Arrancando e destruindo as mais tênues lembranças
São homens, mulheres, crianças
São corpos, são vidas...
Choram as florestas por muitos devastadas
Arrastam consigo as dores de consciência
As grandes fortunas, a desmedida opulência
Sofre o leito do rio enquanto tingem-se suas águas
Matando o reino animal, poluindo o que é vital
Tirando do planeta a vida...
Choram as nuvens no céu acinzentado
Afogam com fúria e sem piedade
Os anseios, os sonhos, a realidade
Premidas pelo global aquecimento
Sofridas pelo total esquecimento
São morte, não mais vida...
Choramos nós, meros mortais
Pobres corpos físicos e passageiros
Almas em evolução lenta e gradual
Num mundo de provas e expiações
O que será de nós nesses tempos que virão?
Talvez, a eternidade da nova Vida...
By Inez Sodré
Imagem : Angel Esteves
2 comentários:
sinceramente: eu chorei....bjkssss
Um poema bonito com um tema verdadeiro e triste Nezita,vc escrevendo é gigante coração, tem o dom de fisgar almas e corações , beijos nos olhos minha flor do sempre
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