quinta-feira, junho 16, 2011

Ambiguidade




Talvez te queira, talvez não
Vai depender de quantas batidas
Ligeiras e descompassadas
Você conseguir provocar
Nesse romântico coração...
Talvez seja verdade, talvez não
A mais pura brincadeira
A mais ardente ilusão
Por um breve e fugaz momento
Ou pelo tempo que dura
O correr da vida inteira
Vai depender da centelha
Que você fizer arder nesse
gelado coração...
Talvez desarrume a casa, talvez não
Chegue cansado, apressado
Nada fale ou conte seu dia
Puxando-me pela mão
Ao encontro da cama vazia
Vai depender do sorriso
Que derreter sem razão
Esse desiludido coração...
Talvez te ame, talvez não
Mande embora ao raiar do dia
Ou te deixe dormir na minha
Seduzida, porém calma companhia
Vai depender de quanto espaço
resta sem dono, na nudez desse
Imenso coração...
 
By Inez Sodré - 16/06/2011
Imagem: de domínio público. 

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