
Depois de um momento de intimidade introspectiva....deixo aqui na caixinha um poema que não é meu, mas que poderia ter sido escrito por mim.
Esse é para o meu muso recorrente de agora, de mesmo nome e igual estranheza...
Apaixonada Demência
Perdoe-me esta tentativa de varrer-te a intimidade a toda hora,
de tentar penetrar-te,
invadindo os teus ocultos espaços...
Demência de quem ama
o brilho de um olhar e,
através dele,
viaja para dentro de seu próprio ser.
A imagem tua espelha a minha e,
num convite excitante, irresistível, cálido,
chama-me a desvelar-me
através de ti.
Eu procuro no não dito o irrevelável,
os abismos
que nem tu julgas possuir
Entro por ti pelos poros, pela pele,
por cada célula e te sinto a pulsação,
o odor, o gosto...
Gosto de sal, gosto de mel,
gosto de amor...
Eu não entro para julgar-te
E sim para amar-te,
até em meio às imperfeições...
Entro em ti porque preciso entrar em mim
e descobrir, através de Teu Ser Total,
a Minha Humanidade a brilhar nos olhos teus.
( Simone Lucinaro )
Um comentário:
"...Eu não entro para julgar-te
E sim para amar-te,
até em meio às imperfeições..."
lindo, lindo...
Beijos!!
Marcia!
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