
Ela se sentia minúscula perto dele, um gigante nas atitudes, um homem de presença marcante. Ela olhava pra ele com cara de boba, sorvia todas as palavras que sua boca dizia...e sorria, sorria sempre.
Ele era tremendamente agradável aos olhos e ela aproveitava cada pequena parte daquela imagem perfeita. Procurava meticulosamente por detalhes...na roupa, no corpo, no olhar. As mãos sobressaiam... fortes, de gestos ora comedidos ora largos, com um diferencial que ela nunca tinha visto na mão de ninguém.
Ela se deixava impregnar por suas idéias. Idéias um tanto reacionárias e discordantes das dela, mas nada que ele pensasse seria dispensável, descartável ou inútil. Ela se realizava nos sonhos dele, viajava nas suas histórias.....e sorria mais.
O andar dele a deixava em extâse e ele ia a vinha a todo momento, como se andasse no mesmo ritmo que o descompasso do coração dela.
Ela suspirava sem sentir, mordia os lábios, piscava nervosamente os olhos e tinha reflexos lentos, mas só quando ele estava por perto. Sempre muito falante ela subitamente emudecia, ficava tímida, olhava para o chão, até que ele não estivesse notando que ela estava ali.
Ele era a aventura dos sonhos dela. Ela era a realização solitária do ato de amor. Ele era o namorado que ela queria hoje, ela era a amiga que um dia ele quis ter.
E assim, no meio do caminho, nesse entrelaçar de destinos...eles eram espectadores dentro da sua própria cena e atores dentro da sua própria vida.
Um comentário:
É incrível a sensação que temos quando nos identificamos com a maneira que outra pessoa escreve. Essa história poderia ter sido contada por mim, tal a identificação que senti nessas palavras.
Por isso gosto de vir aqui. Eu sempre encontro um texto sensível, da maneira que eu acho bonito.
bjs,
Luly.
Postar um comentário