
Sem nenhuma dúvida, o metrô é o melhor meio de transporte para quem não tem carro no Rio de Janeiro...mas acontece cada coisa comigo no metrô que contar essas histórias me atrai....rsrsrsrs
Primeiro preciso dizer que ando todo dia nele. Vou para o trabalho durante a semana, para a praia nos finais de semana e para a "night", quando é o caso de sair com amigos.
Na terça-feira entrei pela primeira vez no vagão destinado com exclusividade às mulheres e confesso que foi divertido. Com força de uma lei estadual as mulheres agora se arvoram em fazer cumprir o estabelecido, como se uma lei dessa tivesse condições de pegar. Posso apostar como vai ser mais um modismo carioca que dura somente um verão. Até porque a irreverência que temos não nos permite levar a sério uma proibição dessa.
Pois bem, nesse vagão, no meio da viagem entrou um desavisado espécime masculino. Primeiro foi olhado com desaprovação, aí ousou sentar-se e o tumulto começou...uma mulher aos berros tentou que ele saísse, mas as sete e meia da manhã, atrasado para o trabalho o homem nem se moveu. A mulher ensandecida e com o apoio de várias outras se agarrou às portas do vagão e gritou: Enquanto esse homem não sair o Metrô não anda!
Imaginem isso no horário do rush...as pessoas sairam dos outros vagões, uma grande vaia foi dada quando chegaram os seguranças que por fim fizeram o rapaz se levantar e sair. Não sem antes um coro de mulheres ser ouvido: Viado! Viado! Viado!!!! Eu fiquei com pena do rapaz, mas confesso que fui rindo até o trabalho. Muita confusão ainda vai acontecer até que ninguém nem lembre o porque das faixas rosinhas nas laterais do trem.
Foi também no Metrô que mudei subitamente de profissão na semana passada.
Eu sou um ser distraído, sempre fui. E tomei um susto quando a moça sentada ao meu lado segurou no meu braço e sentenciou:
_ Estou passando mal!
Olhei pra ela que estava lívida, lábios sem cor, testa coberta de suor e pensei rápido: Vai vomitar! Nossa tenho horror a pessoas vomitando porque só o barulho me faz ter ânsias também. Isso foi determinante para o que se seguiu.
_ Moça tenha calma, sou paramédica! Faça o que vou mandar! Abaixe bem a cabeça, quando eu pressionar, faça força contrária.
_ Sim senhora...
_ Vamos, respire fundo e conte, 1...2...3... e respire novamente. Esse procedimento fará com que seu fluxo sanguíneo se regularize.
Em uns minutos ela foi ganhando cor novamente e me olhou agradecida:
_ Dra. Foi Deus quem lhe colocou no meu caminho. Tenho síndrome do pânico e sei que ia vomitar e desmaiar.
E eu pensei, enquanto continuava a distraí-la, desmaiar tudo bem, mas vomitar nunca, pois foi tudo que eu tentei evitar com a minha pequena mentira....rsrsrsrsrs
E eu pensei, enquanto continuava a distraí-la, desmaiar tudo bem, mas vomitar nunca, pois foi tudo que eu tentei evitar com a minha pequena mentira....rsrsrsrsrs
Que os paramédicos me perdoem, mas essa pedagoga que também é atriz esteve perfeita no seu atendimento de emergência! Levei a moça em casa e pedi que ela procurasse seu médico. Acho que agi bem direitinho...
Foram muitas as minhas experiências nas indas e vindas diárias. Ficaria a noite toda escrevendo se fosse contar todas elas. Mas algumas com certeza nunca vou esquecer. Algo assim como um beijo surpreendente num fim de noite, como um encontro com uma amiga há tanto tempo sumida, como escapar de um assalto fingindo dormir, como estudar em voz alta sem perceber...como observar, observar e sorrir sem sentir!
Um comentário:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... paramédica??????????????????????? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... adorei esse post... se bem que eu não tenho nenhuma historia engraçada no metro, não deu para eu me identificar... kkkkkkkkkkkkkk ...
obs: devido ao tempo exiguo, não apreciei as poesias dos pecados capitais.. prometo ler posteriormente...bjaoooooooooooooooooooooooooooooo
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