domingo, maio 14, 2006

Dia das mães





Hoje foi um domingo especial. Criado comercialmente, mas sendo uma justa homenagem, o dia das mães é comemorado todos os anos no segundo domingo de maio. É um dia de encontros, reencontros, emoção e carinho entre mães e filhos.

Tenho dois filhos gerados, paridos e criados por mim. Mas tenho também dois filhos que a vida me deu, além de mais alguns que me escolheram como mãe em alguns momentos. Sou mãezona na essência. Daquelas que protegem as crias, que se recusa a deixar que quebrem a cara para aprender. Daquelas que adoram um bom dia, um carinho inesperado, um beijo de boa noite. E acabo sempre recebendo isso de algum deles.

Rodrigo é meu filho mais velho. Foi o meu laboratório na difícil aprendizagem de como ser uma boa mãe. Foi com ele que cometi os erros mais primários, mas também os grandes acertos que só faz quem ama demais. Olhei para ele no dia de hoje e pensei em como o tempo passou rápido. O menino que me deu tanto trabalho, por suas sucessivas crises de asma seguidas de várias internações, que eu levava na natação, na fisioterapia respiratória, que dormia sentado no meu colo na cadeira de balanço pela dificuldade de respirar, se tornou um homem saudável e bem disposto.

Eduardo Luiz veio depois. Fui uma mãe mais light para ele. Acho mesmo que a criação do Dudu foi mais fácil. Ele me deu trabalho, mas não tanto com a saúde e sim porque temos o mesmo gênio forte e a mesma necessidade de liberdade e independência. Sempre gostou da noite até quando não tinha idade para isso. Perdi a conta de quantas vezes sai atrás dele pelo baixo Gávea, até acha-lo, no meio da turma de amigos e no meio das meninas....rs. E é assim até hoje. Fico louca quando não me avisa onde está.

Um é analista de sistema, mas com alma de biólogo. Diz que ainda vai ter uma pousada, no meio do mato pra curtir o que gosta. O outro é jornalista, mas com alma de músico. Gosta mesmo é de tocar cavaquinho. E faz isso ganhando ou não. Tenho um enorme orgulho dos homens que se tornaram e da participação que eu tive nisso.

Erika é minha filha que ganhei de presente da vida. Conheci ainda adolescente e perdida dentro dela mesma. Foi o meio virtual que nos aproximou, mas foi a vida real que consolidou a amizade profunda que só existe entre mãe e filha. Paulista, veio estudar no Rio de Janeiro e hoje mora aqui no quarto ao lado e está presente em todos os meus momentos, ruins e bons, e sei que será assim mesmo quando não estiver mais comigo.
Filipe é o meu segundo presente. Melhor amigo do Dudu, ele entrou nas nossas vidas ainda muito criança e de forma definitiva. Minha casa virou a casa dele e até comidinha especial que ele gosta eu faço quando ele aparece. Amo demais esse menino, um sentimento verdadeiro de mãe. Fico triste quando sei que tem problemas e vibro demais com suas alegrias e conquistas. Sei que nunca vou perder o carinho dele seja qual for a sua trajetória nessa vida.
Erika foi a primeira a me abraçar hoje pela manhã e a me dar um beijo de parabéns. Almocei com o Rodrigo, sua mulher e sogra na casa do meu primo, juntamente com toda a minha família. Dudu me ligou e passou por lá, a caminho do trabalho...dormiu fora novamente! E ainda a pouco o Lipe me ligou, como faz todos os anos, para dar um beijo na sua "segunda" mãe.
É...hoje foi um domingo especial. Um domingo de filhos, mães e muito amor.

Um comentário:

Anônimo disse...

Ti lindaaaaa...rs*
Amei seu dia!!!
beijos...