sexta-feira, junho 08, 2018

BANHO...QUEM DISSE QUE FOI FÁCIL?!



Pensando bem, além do frio no inverno rigoroso da Europa, depois dessa breve passagem por alguns hotéis em cidades da Itália eu compreendo, um pouco mais, a resistência que eles tem em tomar banhos diários.
Eles não tem chuveiro! Nem uma ducha Corona um banho de alegria num mundo de água quente, nem um Lorenzetti preso na parede...embora os nomes pareçam italianos.
Estive em 7 hotéis. Em cinco havia banheira e em cima da banheira, uma ducha manual.
Digo que para ligar a dita cuja é preciso que não tenha nada que não possa molhar num raio de 10 metros. A coisa tem vida própria foge da mão, serpenteia em todas as direções, tem um magnetismo (creio que um imã) que a gruda na parede e você precisa de força para desgrudar e começar tudo novamente.
Equilíbrio, agilidade e rapidez de raciocínio são competências que é preciso desenvolver para tomar banho nos hotéis da Itália.
Cortina de plástico, blindex, parede de alvenaria...pra quê? Alguns tem uma pequenina divisória em vidro que vai até um terço da banheira. A graça é você molhar tudo. Aliás com uma piaçava e um sabão em pó, a gente pode aproveitar pra fazer a faxina do banheiro depois do banho...rsrs
Para não fugir a verdade, já me hospedei em hotel do Ibis, aqui no Brasil, com essa mesma ducha manual em box, com o diferencial que tem estrutura para prender como um chuveiro. Nos hotéis de Roma e de La Spezia tinha essa estrutura um pouco mais alta, porém se você prendia a ducha tinha que colar na parede para se molhar...ou seja....sem condições.
Fico pensando se nas casas também é dessa forma. Imagina dar banho em crianças? Imagina um namoro debaixo da duchinha com vida própria...
Em relação as banheiras só tive uma marcante experiência.
No dia que fui ao San Siro ver o jogo do Milan cheguei exausta e muito tarde e resolvi...vou tomar banho de banheira! Eu não ia conseguir secar tudo depois e deixar molhado era tombo certo, ao levantar da cama e entrar lá na manhã seguinte para escovar os dentes ainda dormindo.
Bem, se é pra tomar banho de banheira que seja no estilo!
O hotel, quase sempre, oferece aos hóspedes um sabão para banho deixado na prateleira e fui seca nele. Aí vem a “brasileirice”, esvaziei o tubinho inteiro e liguei a água de forma abundante que era para não demorar. Imagine uma água fervente...lá é assim...se não é fria, é fervente.
Toda sorridente, prendi os cabelos com uma toalha, tirei a roupa e fui ficar de molho no meu banho de estrela global.
Tudo ia bem, até que o sabão se transformou em espuma...mais espuma...muito mais espuma...espuma que inclusive voava. Voava pelo banheiro, pelo quarto e se eu abrisse a janela ia encantar Milão...rsrs
Fui ficando sufocada e quem disse que eu conseguia levantar? Tudo escorregava e eu ria. A toalha do cabelo caiu dentro da banheira, levantei a tampinha do ralo e muito rapidamente esvaziou. Ali estava eu...toda ensaboada, exausta e brigando novamente com a duchinha. Agora, ao escrever estou dando gargalhadas, mas na hora....sabe a cordinha de pedir socorro, quase puxei!
Contei essa história só pra dizer:
-Se eu fosse de lá talvez nem tomasse os meus dois banhos por dia...
-Preciso voltar, porque depois de dezesseis dias, quando eu estava até acostumando com la duche, vim embora!
Obs: A foto é para que entendam do que estou falando rs
Ah! Todos os hotéis em que fiquei eram 4 estrelas...mas isso é uma outra história!

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