quinta-feira, janeiro 24, 2008

Silvana Duboc...para mim...somente Sil



Eu não conheci a Silvana...eu re-conheci a Silvana.

Eu já lia Silvana Duboc na internet e por algumas coincidências da vida eu também já a tinha visto no orkut, diversas vezes. Então qual não foi a minha surpresa, quando chegando a Arraial do Cabo para passar um final de semana com amigos eu a vi. Estava sentada numa mesa junto com conhecidos meus. Eu, com a minha não discrição fui enchendo ela de palavras do tipo: Nossa, sempre gostei dos seus poemas você é Silvana Duboc. Ela só sorriu e balançou a cabeça e com esse gesto marcou o que seria o início de uma grande amizade.

Durante os dias que passamos lá, conversamos muito, aliás conversamos demais, porque somos ambas donas de uma compulsão por falar. E falamos....de nossas vidas....de nossos problemas....de amenidades. Até de madrugada, até no café da manhã, até no passeio de barco fomos alinhavando histórias. Voltei com ela de carro e continuamos a falar. E a partir daí eu conheci a Sil.

Na volta ao Rio começamos a nos ver com mais freqüência....e a descobrir que gostávamos da nossa proximidade, que o tempo físico não tinha nada a ver com o tempo que parecia que nos conhecíamos.

Sair com a Sil é além de um prazer, uma aventura. Com ela acontecem coisas que nunca vi acontecerem com ninguém. Ela dirige, eu sou co-pilota, mas nunca sabemos o caminho de onde temos que ir...sempre nos perdemos....mas sempre conseguimos chegar em meio a risadas e invariavelmente atrasadas. Com ela acontecem coisas do além, as pessoas desmaiam, são atropeladas, levam tombos e ela está sempre por perto. Com ela um ponto é uma vírgula, tal a criatividade que tem para contar as coisas mais simples...tudo vira história, tudo vira comédia e já são famosas nossas reuniões com outras amigas que vão pela madrugada a fora.

Preciso dizer que Sil tem uma característica marcante....ela é uma pessoa do além ou dualém como dizemos....porque ela nunca sabe de nada, nunca lembra de nada, troca os nomes das pessoas, chama Rodrigo de Rogério, Helena de Jô, Inez de Brenda e vive me dizendo: guarda isso, que eu vou esquecer. Me sinto como o caderninho de anotações dela quando estamos juntas!

Com ela fui a shows, ballet, festas, praia, barzinhos, quiosques, boates e até ao médico, numa interminável programação dessa mulher que esbanja energia e disposição.
Já brigamos com flanelinhas, já fomos praticamente escoltadas por um policial lindão do Bope , já fomos parar dentro da favela da Mangueira por não conseguirmos achar onde ficava a tal da Perimetral, já chorei por um longo tempo abraçada a ela numa manhã de domingo na Lagoa. Já ri até chorar ouvindo ela fazer o relato de uma das festas que fomos.

Mas Sil...Silvana é também uma pessoa séria, com uma vida corrida, matando um leão a cada dia, com responsabilidades e atitudes típicas de mãe, mulher, amiga.
E vai tecendo na tela toda a sua sensibilidade. A escritora que habita dentro dela emerge subitamente, espontaneamente e nascem poemas lindos, textos cheios de emoção.

E assim foi... Já passamos juntas nossos aniversários, o ano novo, vem aí o carnaval.
Juntas vamos construindo um caminho, a cada dia minha admiração e meu carinho por ela aumentam.
Eu e Sil, amigas... e num piscar de olhos minha história, meus sentimentos, meus comentários viraram poemas e a minha solidão virou passado.
A mim cabe somente agradecer a ela por tudo isso.

Um comentário:

MÔNICA A. MARTINS disse...

NOSSA NEZITA, VC ME EMOCIONOU COM SEU RELATO!!!
MAS NÓS, QUE ESTAMOS POR PERTO DE VCS SOMOS A PROVA VIVA DE TUDO Q VC ESCREVEU, DA AMIZADE INCONDICIONAL DE VCS QUE É LINDA E NOS CONTAGIA QDO ESTAMOS JUNTAS...
AMO VCS E VCS SABEM DISSO!
BJSSSSSSSSSSS
MÔNICA E ALOÍSIO