
Nesse último domingo fui ao Cirque du Soleil. Eu não imaginava que iria até que ganhei da minha prima esse presente de Natal.
Conheci o trabalho deles pela televisão e fiquei fascinada pelo pouco que via na tela. Da primeira vez que vieram ao Brasil, cheguei a ver os preços de ingressos, mas era caro demais para que eu pudesse ir vê-los. Acabei desistindo e esse ano cheguei a comentar com uma amiga que já foi que era um sonho ainda não realizado.
Quando ganhei o ingresso, fiquei olhando feito boba sem acreditar que era mesmo para mim. Do dia 25 de dezembro até o dia 6 de janeiro, eu era só expectativa. Muitos falam sobre o espetáculo que é o Circo, mas ninguém poderia me preparar sobre o que eu iria ver de fato.
Montado no estacionamento de um dos maiores shoppings da América Latina, a estrutura do circo surpreende quem se aproxima. São tendas imensas, onde estão o palco em arena, lojas de brindes, lanchonetes, banheiros...enfim somente vendo para acreditar que aquilo tudo cabe ali dentro.
Não vou contar o que acontece durante o espetáculo...seria como tirar a magia, contar o segredo ou quebrar o encanto. Mas nunca em toda a minha vida vi nada tão belo. Plasticamente perfeito, maravilhosos efeitos de luzes, duas horas de espectativa emocionante pelo que virá a seguir. Uma cantora de voz límpida vai costurando as cenas que não permitem nenhum intervalo entre um artista e outro. Dezenas de atores, malabaristas, palhaços, contorcionistas, trapezistas, dançarinos, se revezam na construção de uma história lúdica, repleta de surpresas.
Eu virei criança e sorria sem conseguir me conter diante dos palhaços. Eu virei pássaro e voei com eles pelo ar. E sonhei, e chorei, e aplaudi muito, de pé, quando chegou ao final.
Fiz o registro da minha presença com fotos e embora não se possa tirar nenhuma dentro da arena eu consegui bater uma meio tremida no final do espetáculo. Posso dizer a quem pensa em ir, que vale todos os centavos dos trezentos reais do ingresso e a prova disso foram minhas lágrimas de pura emoção em alguns momentos em que foi impossível não extravassar o que eu sentia diante da maravilha que eu via.
Agradeço a inspiração da Claudia, minha prima, ao escolher o que me dar nesse Natal e a Deus que me possibilita realizar alguns sonhos...
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