Fui convocada as pressas e na última hora para viajar com os alunos do Programa de Vocação Científica para a FeSBE.
Esse evento é um encontro anual da comunidade científica de Biologia, onde os alunos participam de um programa chamado Jovem Cientista.
Eu tive pouco tempo para me arrumar e partir nessa viagem de oito horas para um lugar chamado Águas de Lindóia, que eu jurava que era em Minas, mas que descobri ser em São Paulo. A confusão é compreensível quando se pensa que de um lado da montanha é São Paulo e do outro já se chega em Minas.
Eu não conhecia os alunos e achei que ficaria meio deslocada no meio das outras coordenadoras. Porém a minha identificação com pessoas mais jovens me ajudou a que na primeira noite eu já me sentisse à vontade no meio de todos.
Foram 4 dias de maratona entre o hotel onde estávamos e o hotel em que acontecia o evento. Uma ladeira enorme, onde o ônibus não conseguia circular foi o nosso grande desafio. No último dia não havia um osso do nosso corpo que não se ressentisse das inúmeras caminhadas.
Na primeira noite fomos à palestra de abertura e ao coquetel oferecido aos participantes.E preciso confessar que senti um orgulho enorme de estar fazendo parte, pela primeira vez, dessa equipe que forma o Provoc.
Nessa viagem descobri uma infinidade de coisas. Descobri que as pessoas que trabalham comigo, que convivo no dia a dia, são completamente diferentes na intimidade. Eu, Cristiane e Telma ocupamos juntas uma suíte presidencial, já que o hotel não tinha outro quarto com três camas, foi lá que ficamos. E que bagunça gostosa fizemos. No pouco tempo que podíamos ficar no quarto, rimos muito, trocamos histórias de vida, e tentamos dormir...rs
No segundo dia além das aulas fomos às compras. A Cristiane conseguiu comprar algo em cada loja que havia por lá. Foram pelo menos 20 blusas e casacos, queijos, doces, louça, fotos, chocolates...enfim uma orgia consumista. Foi gostoso andar com ela pra cima e pra baixo e ver que não me enganei ao imaginar que ela é sob qualquer circunstância uma menina meiga e amiga. Sobrava às vezes para a Telma a difícil tarefa de tentar acompanhar-nos.
O grupo de jovens não poderia ter sido melhor selecionado. Não deram quase trabalho nenhum e foram um exemplo de boa educação e companheirismo. A exposição que fizeram dos seus projetos de pesquisa foi um deslumbramento.
Após a festa na boate, no terceiro dia, já estavam todos entrosados. E entre dança, videokê, jogo de queimado no hotel e aulas, tenho certeza que muitos deles estarão juntos na vida por muito tempo.
No sábado, embarcamos de volta. Foi uma viagem tranqüila, onde fiquei rodeada de meninas ávidas para contar tudo que tinham vivido nesses dias e por falarem de suas vidas, de suas particularidades, sonhos e medos. Como disse a Telma, eu fiz com elas uma terapia de grupo. E vou me lembrar sempre dos rostinhos iluminados, cada qual com suas características próprias e marcantes.
Das histórias que me contaram nessa viagem, da convivência, da divisão do único micro do hotel, dos carinhos, dos sorrisos, é que tiro a força que preciso para acreditar que escolhi certo ao seguir minha vocação e me tornar educadora.
Esse evento é um encontro anual da comunidade científica de Biologia, onde os alunos participam de um programa chamado Jovem Cientista.
Eu tive pouco tempo para me arrumar e partir nessa viagem de oito horas para um lugar chamado Águas de Lindóia, que eu jurava que era em Minas, mas que descobri ser em São Paulo. A confusão é compreensível quando se pensa que de um lado da montanha é São Paulo e do outro já se chega em Minas.
Eu não conhecia os alunos e achei que ficaria meio deslocada no meio das outras coordenadoras. Porém a minha identificação com pessoas mais jovens me ajudou a que na primeira noite eu já me sentisse à vontade no meio de todos.
Foram 4 dias de maratona entre o hotel onde estávamos e o hotel em que acontecia o evento. Uma ladeira enorme, onde o ônibus não conseguia circular foi o nosso grande desafio. No último dia não havia um osso do nosso corpo que não se ressentisse das inúmeras caminhadas.
Na primeira noite fomos à palestra de abertura e ao coquetel oferecido aos participantes.E preciso confessar que senti um orgulho enorme de estar fazendo parte, pela primeira vez, dessa equipe que forma o Provoc.
Nessa viagem descobri uma infinidade de coisas. Descobri que as pessoas que trabalham comigo, que convivo no dia a dia, são completamente diferentes na intimidade. Eu, Cristiane e Telma ocupamos juntas uma suíte presidencial, já que o hotel não tinha outro quarto com três camas, foi lá que ficamos. E que bagunça gostosa fizemos. No pouco tempo que podíamos ficar no quarto, rimos muito, trocamos histórias de vida, e tentamos dormir...rs
No segundo dia além das aulas fomos às compras. A Cristiane conseguiu comprar algo em cada loja que havia por lá. Foram pelo menos 20 blusas e casacos, queijos, doces, louça, fotos, chocolates...enfim uma orgia consumista. Foi gostoso andar com ela pra cima e pra baixo e ver que não me enganei ao imaginar que ela é sob qualquer circunstância uma menina meiga e amiga. Sobrava às vezes para a Telma a difícil tarefa de tentar acompanhar-nos.
O grupo de jovens não poderia ter sido melhor selecionado. Não deram quase trabalho nenhum e foram um exemplo de boa educação e companheirismo. A exposição que fizeram dos seus projetos de pesquisa foi um deslumbramento.
Após a festa na boate, no terceiro dia, já estavam todos entrosados. E entre dança, videokê, jogo de queimado no hotel e aulas, tenho certeza que muitos deles estarão juntos na vida por muito tempo.
No sábado, embarcamos de volta. Foi uma viagem tranqüila, onde fiquei rodeada de meninas ávidas para contar tudo que tinham vivido nesses dias e por falarem de suas vidas, de suas particularidades, sonhos e medos. Como disse a Telma, eu fiz com elas uma terapia de grupo. E vou me lembrar sempre dos rostinhos iluminados, cada qual com suas características próprias e marcantes.
Das histórias que me contaram nessa viagem, da convivência, da divisão do único micro do hotel, dos carinhos, dos sorrisos, é que tiro a força que preciso para acreditar que escolhi certo ao seguir minha vocação e me tornar educadora.
Amo demais o que faço...
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