Sim...eu o olhei...diretamente, disfarçadamente, dolorosamente, de longe...mas olhei.
Eu tive tanta vontade de chegar mais perto. Tanta vontade de lhe dar um abraço, um beijo, conversar, saber dele. Mas tive que contentar-me apenas com o olhar. Meu carinhoso olhar, meu profundo olhar, o olhar que não distingue mágoa, orgulho, resistência.
Eu precisava matar a saudade da presença. Precisava saber se ele esta bem, se continua correndo, se cortou um pouco os cabelos, se deixou a barba ou não, se ainda anda do mesmo modo, se ainda franze a testa quando fala...por isso eu o olhei.
Olhei para ele tantas vezes quanto pude. Bebendo as imagens, querendo prender na memória todos os gestos, todos...até aqueles que me doem tanto olhar. Um olhar de amor meu, mas tão intensamente dele. Um olhar sem se fazer notar.
Olhei assim como quando olho pra dentro de mim todo dia. De uma forma particular, íntima, sem admitir que olhava.
E com esse olhar eu o beijei, abracei, falei de mim, soube dele e fui embora...sem que ele ao menos notasse, que nessa noite eu estive ali, bem perto, muito perto dele. Nos seus braços, do seu lado, em pensamento, em sentimento, em vontade...o tempo todo.
Eu o olhei e mesmo assim tive força, para sorrir, dar as costas e ir embora...
3 comentários:
É amada! Cada dia encontro mais e mais afinidades entre nós duas! Lendo esse texto, fiquei abismada,pois nós duas ficamos praticamente invisíveis no mesmo dia!! Escrevi algo sobre isso no mesmo dia que vc! Louco isso né? Lendo esse texto não tinha como não comentar esse "detalhe". Somos realmente o outro lado do espelho uma da outra!
Amo vc, guria!!!
Beijos, saudades!
Lindo seu blog,como sempre, intenso como vc!!!
Gostei muito do seu blog. E vc tb é mto simpática.
Visite o meu...
Tentei visitar o seu blog, mas o perfil não permite visualização...obrigada pela visita ao meu
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