
Ontem comecei a desmontar a minha casa para a mudança. Mudança de bairro, mudança de expectativas, mudança de lembranças...
Tantas caixas lotadas de objetos pessoais, roupas, tralhas e pertences que fazem parte de uma casa normalmente.
E no meio do caos, das roupas espalhadas, encontrei a caixa onde guardei as pequenas coisas que durante algum tempo fui juntando para ter recordações de momentos que passei com ele. Um ingresso de cinema, algumas fotos, um cartão de aniversário, embalagem de bombom lá de São Paulo, a rolha da champagne do ano novo, uma escova de dente de motel...É...minhas lembranças...e coube tudo dentro de uma pequena caixa. E fiquei pensando se vivi tudo isso mesmo? Se não foi uma ilusão dentro da minha cabeça tão romântica quanto sonhadora. Foram tantos fins dentro de um final, até chegar a ser totalmente descartada, ignorada, esquecida, que hoje ponho em dúvida se aconteceu realmente como eu acreditava que tinha acontecido.
Resolvo fechar a caixa...amarro um lindo laço de fita, olho, ainda sem saber se levo ou se deixo. Decido pensar depois.
E continuo o desmonte de tudo. Quando um fato, um fato tão simples quanto significativo me mostra que nem sempre podemos ter todas as certezas.
Ao afastar minha cama, para tirar as gavetas, encontro pedaços dele...Um maço de Free Light com três cigarros intactos...lembrança de madrugadas a dentro conversando, rindo, falando sério, fazendo amor...Duas notas de dois reais. Amassadinhas, do jeito que ele tirava dos bolsos quando chegávamos cansados da night, antes de se jogar na cama e pedir uma coisinha pra comer...Cinza de cigarro...jogadas displicentemente atrás da cama, apesar do cinzeiro estar logo ali...um papel de bala halls...do gosto do primeiro beijo que nunca vou esquecer.
E fiquei ali parada....segundos, minutos, talvez uma hora. Lutando contra uma imensa vontade de chorar. Porque descobrir que foi tão real....que foi tanta realidade o que antes me parecia uma ilusão, dói demais.
E guardei mais esses pedaços dele dentro da caixa, que vai comigo.
Tantas caixas lotadas de objetos pessoais, roupas, tralhas e pertences que fazem parte de uma casa normalmente.
E no meio do caos, das roupas espalhadas, encontrei a caixa onde guardei as pequenas coisas que durante algum tempo fui juntando para ter recordações de momentos que passei com ele. Um ingresso de cinema, algumas fotos, um cartão de aniversário, embalagem de bombom lá de São Paulo, a rolha da champagne do ano novo, uma escova de dente de motel...É...minhas lembranças...e coube tudo dentro de uma pequena caixa. E fiquei pensando se vivi tudo isso mesmo? Se não foi uma ilusão dentro da minha cabeça tão romântica quanto sonhadora. Foram tantos fins dentro de um final, até chegar a ser totalmente descartada, ignorada, esquecida, que hoje ponho em dúvida se aconteceu realmente como eu acreditava que tinha acontecido.
Resolvo fechar a caixa...amarro um lindo laço de fita, olho, ainda sem saber se levo ou se deixo. Decido pensar depois.
E continuo o desmonte de tudo. Quando um fato, um fato tão simples quanto significativo me mostra que nem sempre podemos ter todas as certezas.
Ao afastar minha cama, para tirar as gavetas, encontro pedaços dele...Um maço de Free Light com três cigarros intactos...lembrança de madrugadas a dentro conversando, rindo, falando sério, fazendo amor...Duas notas de dois reais. Amassadinhas, do jeito que ele tirava dos bolsos quando chegávamos cansados da night, antes de se jogar na cama e pedir uma coisinha pra comer...Cinza de cigarro...jogadas displicentemente atrás da cama, apesar do cinzeiro estar logo ali...um papel de bala halls...do gosto do primeiro beijo que nunca vou esquecer.
E fiquei ali parada....segundos, minutos, talvez uma hora. Lutando contra uma imensa vontade de chorar. Porque descobrir que foi tão real....que foi tanta realidade o que antes me parecia uma ilusão, dói demais.
E guardei mais esses pedaços dele dentro da caixa, que vai comigo.
Um comentário:
Ai amiga,que desabafo em forma de poesia,triste e lindo ao mesmo tempo! Vc merece ser feliz e isso está com os dias contados para acontecer! Adoro vc,saudades sempre!
Beijos e apareça!
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