
Coisas simples, como manda a regra geral nunca foram o meu forte. Minha mudança de apartamento não poderia fugir a regra. Foi a coisa mais confusa que se possa imaginar.
Existem duas maneiras de se fazer uma mudança.
Uma, quando se tem dinheiro, é contratar uma empresa especializada e ficar tranqüilo enquanto eles fazem tudo por você. Desmontam a casa, embalam os objetos, tudo separado por etiquetas, tudo numerado. Cada parafuso combina com a madeira onde ele tem que ser recolocado.
A outra maneira é quando não se tem muito a gastar e praticamente ninguém pra ajudar. Esse foi o meu caso. Quando aluguei o novo apartamento não tinha a menor noção de como faria a mudança. Pensei: eu e meu filho damos conta das poucas coisas que temos e vou procurar um caminhãozinho para carregar tudo. Orçamentos feitos, nada era em conta. Aí começou a maratona.
Um amigo, que tinha um amigo, que tinha um caminhão e uma Kombi. Simples...era só pedir emprestado e ele mesmo faria a mudança junto comigo e Dudu. Acertamos para fazer isso na quinta, antes do feriadão de Páscoa, para que desse tempo depois de por tudo em ordem.
Até aí tudo correndo na mais perfeita ordem. No final de semana anterior, eu e Dudu embalaríamos tudo. Perfeito? Seria....se ele não tivesse ido pra Búzios curtir os últimos dias de férias esquecido que tinha que mudar naquela semana. E sobrou pra mim...e pra Tininha, minha fiel escudeira. Na terça já com tudo encaixotado, fiquei tranqüila. Mudança marcada pra oito horas da manhã de quinta, pois só poderíamos entrar no prédio novo até as cinco da tarde e daria muito tempo. Minha preocupação com quem levaria meu micro foi sanada pelo meu ex marido que a pedido do filho veio buscar e levou são e salvo o meu mais precioso bem.
Perfeito? Seria....se o Gilvan não tivesse me ligado as nove, dizendo que chegaria meio dia e encostasse o caminhão na porta do edifício as três horas da tarde, com a cara de pau que Deus lhe deu....e começou a correria tudo que estava devidamente separado por setores da casa foi descendo prédio abaixo de qualquer maneira. Até que olharam o relógio e foi dado o veredicto: Agora só o pesado, o resto fica pra amanhã. E vi minha geladeira, ir e estatelar-se no chão em cima do pobre motorista do caminhão. E lembrei: Não tirei nada de dentro! Uma misturada só de ovos quebrados, temperos, bebidas, carnes....mas isso era o de menos.
As 3:50 saímos da Tijuca rumo a Copacabana. O Motorista, Dudu e eu a exatamente 20 km/h. Conclusão: 4:30 paramos o trânsito da Figueiredo de Magalhães pra conseguir encostar aquele monstro em frente ao prédio. A pobre Magrela parada na porta nervosa com o porteiro que repetia:
_ O que não entrar até as cinco fica dentro do caminhão! E conversa daqui....discute dali, as coisas foram subindo....e se amontoando....caixas e caixas. A essa altura o Dudu já tinha chamado o pobre do pai pra ajudar também. Nesse ponto eu deixei todo mundo sozinho e fui pro apartamento....Sentei num cantinho e não conseguia emitir nem um som. Parecia um filme surreal....Gente empurrando caixas...meus poucos móveis chegando junto e nada parecia com uma casa. E quando olho pela janela vejo todos tomando cerveja no bar!
Sem me alongar demais....posso dizer que na quinta chegou a metade e é claro que as coisas mais importantes ficaram. A caixa de ferramentas, a escada, as vassouras....etc. No sábado veio mais um pouco e no domingo o restante. Mas não tinha um parafuso que eu arrumei com tanto cuidado etiquetando o que era de que, no lugar. E hoje...aqui sentada no micro, um local já arrumado olho, olho e não descubro como, quando e de que forma vou arrumar tudo isso. Sem fogão que ainda não foi comprado, sem máquina de lavar que ainda não foi instalada, com os armários de cozinha desmontados e tudo em caixas....só tenho uma vontade....ir para um hotel!!!
Mas meu quarto, minha suíte, meu oásis, esta praticamente pronto, e descubro que não está tão ruim assim....até tenho cama! Amanhã a Magrela vai trazer pensão para comermos algo caseiro que não sejam sanduíches e finalmente tudo vai terminar....ou não.
O Gilvan combinou de ir comigo tirar os ventiladores de teto lá da Tijuca. Combinou as 6:00....será que chega as 8:00....e saímos de lá antes de meia noite? Só Deus sabe!!!!
Brincadeiras e desventuras a parte, tenho muito que agradecer a essas pessoas fantásticas que são meus amigos. Magrela, Gilvan, Paulo, Tininha, Dudu, Alan, sem vocês eu nunca poderia estar aqui agora contando essa história!!!
Existem duas maneiras de se fazer uma mudança.
Uma, quando se tem dinheiro, é contratar uma empresa especializada e ficar tranqüilo enquanto eles fazem tudo por você. Desmontam a casa, embalam os objetos, tudo separado por etiquetas, tudo numerado. Cada parafuso combina com a madeira onde ele tem que ser recolocado.
A outra maneira é quando não se tem muito a gastar e praticamente ninguém pra ajudar. Esse foi o meu caso. Quando aluguei o novo apartamento não tinha a menor noção de como faria a mudança. Pensei: eu e meu filho damos conta das poucas coisas que temos e vou procurar um caminhãozinho para carregar tudo. Orçamentos feitos, nada era em conta. Aí começou a maratona.
Um amigo, que tinha um amigo, que tinha um caminhão e uma Kombi. Simples...era só pedir emprestado e ele mesmo faria a mudança junto comigo e Dudu. Acertamos para fazer isso na quinta, antes do feriadão de Páscoa, para que desse tempo depois de por tudo em ordem.
Até aí tudo correndo na mais perfeita ordem. No final de semana anterior, eu e Dudu embalaríamos tudo. Perfeito? Seria....se ele não tivesse ido pra Búzios curtir os últimos dias de férias esquecido que tinha que mudar naquela semana. E sobrou pra mim...e pra Tininha, minha fiel escudeira. Na terça já com tudo encaixotado, fiquei tranqüila. Mudança marcada pra oito horas da manhã de quinta, pois só poderíamos entrar no prédio novo até as cinco da tarde e daria muito tempo. Minha preocupação com quem levaria meu micro foi sanada pelo meu ex marido que a pedido do filho veio buscar e levou são e salvo o meu mais precioso bem.
Perfeito? Seria....se o Gilvan não tivesse me ligado as nove, dizendo que chegaria meio dia e encostasse o caminhão na porta do edifício as três horas da tarde, com a cara de pau que Deus lhe deu....e começou a correria tudo que estava devidamente separado por setores da casa foi descendo prédio abaixo de qualquer maneira. Até que olharam o relógio e foi dado o veredicto: Agora só o pesado, o resto fica pra amanhã. E vi minha geladeira, ir e estatelar-se no chão em cima do pobre motorista do caminhão. E lembrei: Não tirei nada de dentro! Uma misturada só de ovos quebrados, temperos, bebidas, carnes....mas isso era o de menos.
As 3:50 saímos da Tijuca rumo a Copacabana. O Motorista, Dudu e eu a exatamente 20 km/h. Conclusão: 4:30 paramos o trânsito da Figueiredo de Magalhães pra conseguir encostar aquele monstro em frente ao prédio. A pobre Magrela parada na porta nervosa com o porteiro que repetia:
_ O que não entrar até as cinco fica dentro do caminhão! E conversa daqui....discute dali, as coisas foram subindo....e se amontoando....caixas e caixas. A essa altura o Dudu já tinha chamado o pobre do pai pra ajudar também. Nesse ponto eu deixei todo mundo sozinho e fui pro apartamento....Sentei num cantinho e não conseguia emitir nem um som. Parecia um filme surreal....Gente empurrando caixas...meus poucos móveis chegando junto e nada parecia com uma casa. E quando olho pela janela vejo todos tomando cerveja no bar!
Sem me alongar demais....posso dizer que na quinta chegou a metade e é claro que as coisas mais importantes ficaram. A caixa de ferramentas, a escada, as vassouras....etc. No sábado veio mais um pouco e no domingo o restante. Mas não tinha um parafuso que eu arrumei com tanto cuidado etiquetando o que era de que, no lugar. E hoje...aqui sentada no micro, um local já arrumado olho, olho e não descubro como, quando e de que forma vou arrumar tudo isso. Sem fogão que ainda não foi comprado, sem máquina de lavar que ainda não foi instalada, com os armários de cozinha desmontados e tudo em caixas....só tenho uma vontade....ir para um hotel!!!
Mas meu quarto, minha suíte, meu oásis, esta praticamente pronto, e descubro que não está tão ruim assim....até tenho cama! Amanhã a Magrela vai trazer pensão para comermos algo caseiro que não sejam sanduíches e finalmente tudo vai terminar....ou não.
O Gilvan combinou de ir comigo tirar os ventiladores de teto lá da Tijuca. Combinou as 6:00....será que chega as 8:00....e saímos de lá antes de meia noite? Só Deus sabe!!!!
Brincadeiras e desventuras a parte, tenho muito que agradecer a essas pessoas fantásticas que são meus amigos. Magrela, Gilvan, Paulo, Tininha, Dudu, Alan, sem vocês eu nunca poderia estar aqui agora contando essa história!!!
4 comentários:
Há nez, quando eu me mudei, ano passado, só ajeitamos tudo umas duas semanas depois...kkkk... Beijao para vc.
Amada...
Tu esqueceu muita coisa, rs*
Da Tininha trabalhando e tu no pc... conversando, rs* que tu fez strognof em meio ao caos...
E que escondidinha do Dudu(tadinho du mininu, rs*) Ele trabalhando e tu no pc... hihihi
Ah...
E eu louca de vontade pra estar
nessa festa "A festas das caixas".
Beijos, te amo!
Eu adoro mudar! Só pra limpar tudo que não uso, não quero e não preciso mais. Começo bem antes a ajeitar tudo, mas na hora de colocar tudo no lugar é complicado mesmo!
Mas você vai ser muito, muito feliz aí! Isso é que importa!!
Beijosss.
Olá Inez,
Morri de rir com sua hist´ria hoje, tragico mais comico, hahahaha.
Adorei o seu blog, entrarei aqui sempre ok!!!
Um abraço,
Eliane
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