
Hoje a noite senti necessidade de ficar sozinha, pensar um pouco, meditar....
Acendi um incenso de eucalipto...não sei porque, mas acho que a fragrância do eucalipto acalma. Apaguei as luzes, deixei somente o monitor do micro aceso. Deixei a música porque o silêncio não é boa companhia para mim. Arrumei os travesseiros no encosto da cama....e acendi um cigarro.
A primeira coisa em que pensei foi que tenho que largar esse vício. Não está me fazendo bem...gostaria de correr ao invés de caminhar e não tenho fôlego. Além disso, o gosto já não me agrada, o cheiro já está me enjoando.
Tentei fazer o primeiro exercício da meditação....deixar a mente vazia....pensar no nada....no branco....mais qual....minha cabeça parece um vulcão em ebulição. E o branco acompanhado do vazio não veio... Pensei no meu trabalho, nas contas pra pagar, no meu filho que tem saído demais, no almoço de amanhã, nas besteiras que conversei com a Márcia mais cedo, mas o que prendeu meus pensamentos foi uma interrogação: O que eu tenho de errado?
Existe algo em mim que atrai e ao mesmo tempo e na mesma proporção afasta as pessoas. Não falo somente de romances ou paixões...Falo de pessoas em geral. Já me disseram que é sinceridade excessiva, que é meu jeito apaixonado e intenso de ser que assusta, que sou cobradora comigo e com os outros, que sou escorpiana demais, que sou frágil dentro da minha fortaleza de mulher, que tenho cara de santinha, que o fato de olhar o mundo despida de preconceitos amedronta.....enfim...já me impuseram muitos rótulos, mas nenhum deles conseguiu responder a minha dúvida.
Parece existir um muro entre o que as pessoas acham que sou e o que sou realmente. Mas quem consegue ultrapassar esse obstáculo pode ter boas...os más surpresas. Já pensei muito em mudar. Aprender a não demonstrar tanto meus sentimentos, ser menos impulsiva, ser mais dissimulada nas minhas atitudes, não ser tão apaixonada pelos que chamo de amigos, engolir meu gênio, falar menos de mim. Mas o que vai sobrar da minha essência?
O incenso acabou...o cigarro tem tempo que apaguei....os travesseiros já escorregaram e meditação, nada!
Quem sabe amanhã consigo esvaziar a mente, ver o branco e meditar.....boa noite Inez, amo você do jeito que é!
Acendi um incenso de eucalipto...não sei porque, mas acho que a fragrância do eucalipto acalma. Apaguei as luzes, deixei somente o monitor do micro aceso. Deixei a música porque o silêncio não é boa companhia para mim. Arrumei os travesseiros no encosto da cama....e acendi um cigarro.
A primeira coisa em que pensei foi que tenho que largar esse vício. Não está me fazendo bem...gostaria de correr ao invés de caminhar e não tenho fôlego. Além disso, o gosto já não me agrada, o cheiro já está me enjoando.
Tentei fazer o primeiro exercício da meditação....deixar a mente vazia....pensar no nada....no branco....mais qual....minha cabeça parece um vulcão em ebulição. E o branco acompanhado do vazio não veio... Pensei no meu trabalho, nas contas pra pagar, no meu filho que tem saído demais, no almoço de amanhã, nas besteiras que conversei com a Márcia mais cedo, mas o que prendeu meus pensamentos foi uma interrogação: O que eu tenho de errado?
Existe algo em mim que atrai e ao mesmo tempo e na mesma proporção afasta as pessoas. Não falo somente de romances ou paixões...Falo de pessoas em geral. Já me disseram que é sinceridade excessiva, que é meu jeito apaixonado e intenso de ser que assusta, que sou cobradora comigo e com os outros, que sou escorpiana demais, que sou frágil dentro da minha fortaleza de mulher, que tenho cara de santinha, que o fato de olhar o mundo despida de preconceitos amedronta.....enfim...já me impuseram muitos rótulos, mas nenhum deles conseguiu responder a minha dúvida.
Parece existir um muro entre o que as pessoas acham que sou e o que sou realmente. Mas quem consegue ultrapassar esse obstáculo pode ter boas...os más surpresas. Já pensei muito em mudar. Aprender a não demonstrar tanto meus sentimentos, ser menos impulsiva, ser mais dissimulada nas minhas atitudes, não ser tão apaixonada pelos que chamo de amigos, engolir meu gênio, falar menos de mim. Mas o que vai sobrar da minha essência?
O incenso acabou...o cigarro tem tempo que apaguei....os travesseiros já escorregaram e meditação, nada!
Quem sabe amanhã consigo esvaziar a mente, ver o branco e meditar.....boa noite Inez, amo você do jeito que é!
Um comentário:
Amiga amada...Essa deitada na cama sou eu, tentando fazer essa meditação que nunca consigo, por estar justamente com a mente em um vulcão total, a única diferença seria o cigarro...como nós pensamos IGUAL....caramba!
E amiga, eu adoro vc justamente por vc ser assim, do jeito que é, sem por nem tirar, sempre sincera, despida de preconceito. AMIGA!
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