Existem clicks nas nossas gavetinhas da memória que nos enganam e nos fazem achar que esquecemos o passado.
Porém, existem também detonadores que nos trazem o passado de volta, em forma de espiral e em segundos.
Casei e fui morar na Gávea em 1976. Durante os 27 anos em que fui casada morei no mesmo lugar.
Nesse prédio, tive meus filhos e vivi os melhores momentos de toda minha juventude e maturidade.
Confesso que não gosto da Gávea e depois de separada quase nunca voltei lá. Até ano passado, quando tive algumas coisas marcadas no bairro e fui, mas senti uma sensação de estranhamento e não quis pensar muito nisso.
Hoje estive lá no trabalho de uma amiga e na volta, ao passar pelo prédio, me bateu uma grande saudade. Precisava dar um abraço na Nilza. Minha amiga que durante mais de 25 anos dividiu comigo problemas, alegrias e a criação de nossos 5 filhos. As crianças estudaram juntas, viviam juntas, até entrarem na faculdade.
Cheguei no portão e apertei o interfone. O porteiro abriu sem eu falar nada e quando entrei ele disse:
Lembro da senhora, morava no 204, casada com o seu Paulo da oficina e mãe de 2 meninos.
Eu muda, só sorria e balançava afirmativamente a cabeça.
Como a gente pensa que pode deixar o passado pra lá?
Olha o passado nos alcançando.
Segui para o elevador e automaticamente toquei no 2. Ri no ato...eita reflexo condicionado depois de 15 anos.
Cheguei na cobertura, onde mora a Nilza e dei o meu abraço de matar saudade....conversamos e atualizamos a vida durante um bom tempo.
Fui embora na intenção de pegar um ônibus pra casa. Mas qual o que...
Entrei na Rua das Acácias reconhecendo cada casa, uma lembrança por passo dado. Peguei a Oitis onde uma vez o Dudu largou da minha mão e atravessou na frente de um carro, exatamente ali, eu parei e novamente a onda me levou de volta. Fui até o Colégio Rio de Janeiro onde os meninos estudaram e eu trabalhei.
Segui para a Praça do Jóquei e fiquei ali um tempão lembrando cada vez que segurei um no escorrega ou empurrei o outro no balanço.
Os bancos que foram testemunhas de tantas lágrimas da reta final.
Os barzinhos onde eu ia catar o Dudu quando ele não aparecia em casa na hora marcada.
Então me dei conta que já era tarde para atravessar e ficar do outro lado esperando o ônibus.
Pedi o Ubber e pasmei...eu soube o número do Bar Hipódromo de cor.
Ah! O passado...não passa. É parte agarrada na nossa história. Que bom!
Cheguei na cobertura, onde mora a Nilza e dei o meu abraço de matar saudade....conversamos e atualizamos a vida durante um bom tempo.
Fui embora na intenção de pegar um ônibus pra casa. Mas qual o que...
Entrei na Rua das Acácias reconhecendo cada casa, uma lembrança por passo dado. Peguei a Oitis onde uma vez o Dudu largou da minha mão e atravessou na frente de um carro, exatamente ali, eu parei e novamente a onda me levou de volta. Fui até o Colégio Rio de Janeiro onde os meninos estudaram e eu trabalhei.
Segui para a Praça do Jóquei e fiquei ali um tempão lembrando cada vez que segurei um no escorrega ou empurrei o outro no balanço.
Os bancos que foram testemunhas de tantas lágrimas da reta final.
Os barzinhos onde eu ia catar o Dudu quando ele não aparecia em casa na hora marcada.
Então me dei conta que já era tarde para atravessar e ficar do outro lado esperando o ônibus.
Pedi o Ubber e pasmei...eu soube o número do Bar Hipódromo de cor.
Ah! O passado...não passa. É parte agarrada na nossa história. Que bom!

Nenhum comentário:
Postar um comentário