
“Que não seja eterno, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure...”
Pois é poeta, mas o que fazer
Com o amor infindo?
Aquele que resiste a dor,
que não respeita a vontade,
que vive da improbabilidade.
Que não adormece, que não passa.
O que fazer com os dias compridos,
com as noites geladas, insones
O que fazer com a saudade?
Imagino poeta,
que os versos tão lindos que escreveu
foram inspirados em quem
nunca amou dessa forma desregrada.
Em quem nunca chorou a perda
de um sonho, de um homem, da vida.
Em quem acredita no fato
de que um amor se cura com outro.
Mas o que fazer com um coração
que não cede um milímetro
de espaço para um outro coração,
O que fazer com a teimosia, a resistência
de quem não consegue esquecer
e assim vai vivendo tão só
na companhia de suas lembranças.
Mas o que fazer com um coração
que não cede um milímetro
de espaço para um outro coração,
O que fazer com a teimosia, a resistência
de quem não consegue esquecer
e assim vai vivendo tão só
na companhia de suas lembranças.
O que fazer com a chama que não se apaga
O que fazer com a solidão, poeta?
By Inez Sodré - 20/01/2010
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