
Esse final de semana trouxe para mim uma daquelas emoções que guardamos para sempre, no fundo do coração, nas gavetinhas da memória.
Alguns meses atrás meu filho Rodrigo me acordou em uma manhã de sábado para me contar que havia passado no concurso da Petrobrás. Na hora tive uma reação de suspirar aliviada e feliz por descobrir que ele tinha conseguido aquela estabilidade que tanto buscamos em termos de vida financeira, de emprego e dei os parabéns fazendo a maior festa no telefone e até saímos para almoçar e comemorar.
O tempo passou, ele foi contratado e precisou cursar a Universidade Petrobrás assim como todos os outros concursados que entram para a empresa. Eu acompanhei o esforço que fez para estudar todos aqueles assuntos com os quais não tinha muita intimidade. Formado em Informática e com MBA em Gerencia de Projetos, petróleo e seus derivados não era algo que fizessem parte do seu dia a dia. Pois bem, ele conseguiu brilhantemente se formar e na sexta-feira, finalmente, fomos eu, o pai e minha nora Lu, assistir a cerimônia de formatura.
Confesso que não esperava sentir o que senti lá. De repente, ao vê-lo de terno, feliz e com aquele brilho no olhar que não disfarça a emoção eu fui carregada para outros tempos, outras cerimônias, entregas de prêmios e tantas homenagens que ele, com apenas 29 anos já tem na sua história.
E durante aquela noite eu estive novamente entregando a ele a placa de melhor aluno do colégio quando estava no C.A., estive novamente subindo no palco para entregar a ele a medalha pelo primeiro lugar do concurso literário para alunos do ensino fundamental, estive novamente sorrindo para ele quando recebeu o prêmio por ser o atleta símbolo das Olimpíadas Estudantis, estive novamente paralisada na sua formatura do Ensino Médio, estive novamente orgulhosa na sua formatura como Analista de Sistemas na UFRJ...
Quando fui despertada pelas palmas e pela música percebi que chorava, um choro de tantas e tantas vitórias, um choro de dever cumprido, um choro de amor e carinho. Esse filho que peguei pela mão tantas vezes, que coloquei para dormir tantas e tantas noites, que me deu tanto trabalho pela saúde frágil durante a infância, que é fisicamente tão parecido comigo, que é meu amigo acima de tudo é agora um jovem homem de vida definida.
Levantei, fui posar para fotos, fui dar e receber um abraço gostoso e pensei:
Valeu a pena!
Alguns meses atrás meu filho Rodrigo me acordou em uma manhã de sábado para me contar que havia passado no concurso da Petrobrás. Na hora tive uma reação de suspirar aliviada e feliz por descobrir que ele tinha conseguido aquela estabilidade que tanto buscamos em termos de vida financeira, de emprego e dei os parabéns fazendo a maior festa no telefone e até saímos para almoçar e comemorar.
O tempo passou, ele foi contratado e precisou cursar a Universidade Petrobrás assim como todos os outros concursados que entram para a empresa. Eu acompanhei o esforço que fez para estudar todos aqueles assuntos com os quais não tinha muita intimidade. Formado em Informática e com MBA em Gerencia de Projetos, petróleo e seus derivados não era algo que fizessem parte do seu dia a dia. Pois bem, ele conseguiu brilhantemente se formar e na sexta-feira, finalmente, fomos eu, o pai e minha nora Lu, assistir a cerimônia de formatura.
Confesso que não esperava sentir o que senti lá. De repente, ao vê-lo de terno, feliz e com aquele brilho no olhar que não disfarça a emoção eu fui carregada para outros tempos, outras cerimônias, entregas de prêmios e tantas homenagens que ele, com apenas 29 anos já tem na sua história.
E durante aquela noite eu estive novamente entregando a ele a placa de melhor aluno do colégio quando estava no C.A., estive novamente subindo no palco para entregar a ele a medalha pelo primeiro lugar do concurso literário para alunos do ensino fundamental, estive novamente sorrindo para ele quando recebeu o prêmio por ser o atleta símbolo das Olimpíadas Estudantis, estive novamente paralisada na sua formatura do Ensino Médio, estive novamente orgulhosa na sua formatura como Analista de Sistemas na UFRJ...
Quando fui despertada pelas palmas e pela música percebi que chorava, um choro de tantas e tantas vitórias, um choro de dever cumprido, um choro de amor e carinho. Esse filho que peguei pela mão tantas vezes, que coloquei para dormir tantas e tantas noites, que me deu tanto trabalho pela saúde frágil durante a infância, que é fisicamente tão parecido comigo, que é meu amigo acima de tudo é agora um jovem homem de vida definida.
Levantei, fui posar para fotos, fui dar e receber um abraço gostoso e pensei:
Valeu a pena!
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