quarta-feira, maio 07, 2008

Eu...By Silvana Duboc

Semana passava, eu estava com Sil no msn, conversávamos um assunto sério, na verdade, eu falei, ela ouviu, ela falou e eu ouvi. Não são necessárias muitas palavras para que a gente se entenda...Íamos sair e eu fui tomar banho...quando voltei ao micro para desligar, abri o orkut e ela havia feito uma surpresa. Um poema. Um poema que descrevia a maneira como ela me sentia, como ela me via, como até eu mesma me vejo na maior parte do tempo.
É esse poema que trago hoje para a caixinha, afinal é aqui que guardo todos os meus sentimentos e divido com vocês o prazer de ler Silvana Duboc.
APENAS UM CORAÇÃO
Tem os olhos verdes da esperança
e, também, da insegurança.
É gente grande presa dentro de uma criança.
É questionamento, é só sentimento.
É a Bela Adormecida que se sente esquecida,
é a Gata Borralheira que passa despercebida.
É desconfiança sem importância.
É reflexo de um passado
que teve pedaços amargos.
É queda, é escorregão,
é uma ferida que não encontra medicação.
É dúvida misturada com certeza,
é luta, é tristeza.
É alegria, às vezes, controlada,
é uma solidão desvairada.
É uma mulher que quando se perde
não consegue ser achada.
É uma amiga impregnada
de palavras que não podem ser dosadas.
É um coração com tanta sensibilidade
que por vezes parece não ser de verdade.
É um longo conto de fadas
que teme se deparar com bruxas malvadas.
É um pedaço do céu no meio do inferno,
é o frio do inverno,
é o sol do verão,
não é gente, é apenas um coração.
BY SILVANA DUBOC - 3/05/2008

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