segunda-feira, março 17, 2008

O Quanto doeu - By Silvana Duboc





Não acredito em coincidências...acho que tudo na vida tem uma explicação, mesmo o que não entendemos, mesmo o que nos parece exagerado, mesmo o que não sabemos explicar.

No mesmo momento em que eu postava aqui o post anterior,recebia por email um poema da Sil...ops de Silvana Duboc. Como tudo que ela escreve é lindo, delicado, contundente, emocionado...mas hoje...justamente hoje, ela fala sobre a dor....a dor de amor.

E entre tantos poemas que recebo dela, quase que diariamente, vou postar esse aqui.


O QUANTO DOEU


Doeu tanto
que nem o meu próprio pranto
conseguiu aplacara dor que em mim veio morar.
Doeu em cada parte do meu corpo,
no meu peito, no meu rosto,
nas minhas pernas e braços.
Doeu a falta dos seus abraços,
a falta do seu carinho e da sua presença.
Doeu tanto que virou doença,
daquelas que só são curadas
com remédios de receita controlada.
Doeu tanto que minha vida foi anulada
e eu me tornei discriminada
por ser capaz de amar
a ponto de ficar adoentada.
Doeram até os fios de cabelo,
doeu o corpo inteiro.
Doeram as minhas entranhas
de forma tão violenta e estranha
que eu quis morrer de amor
por sentir tanta dor.
Doeu muito, doeu demais
que chegou a sugar a minha paz.
Doeu a alma e o coração,
doeu a minha imaginação,
doeu a minha inspiração.
Doeram meus versos e poesias,
doeu a minha tristeza e a minha alegria.
Doeram os meus dias,
as minhas fantasias.
Doeu tanto e com tanta crueldade
que doeu até a minha sanidade.
Mas toda essa dor doeu discretamente,
doeu inutilmente
e doeu tão diferente
de todas as outras vezes que doeu
que agora busco o meu eu
e não sei onde ele se perdeu.
Eu só sei o quanto doeu
e doeu um coração
que nunca mereceu.


By Silvana Duboc - 17/03/2008

Imagem: José Canelas

2 comentários:

Anônimo disse...

Nossa, quanta dor junta...
Bjus doloridos...rs
Sil

Anônimo disse...

Com a permissão de vc e da Silvana eu diria que "doeu tanto que as lágrimas teimaram em não cair"