
Ontem fui ao Show da Ana Carolina, no Canecão. Poderia ter sido apenas mais uma saída, uma diversão, mas não foi só isso.
De férias e sem dinheiro, meti na cabeça que tinha que ir de qualquer jeito ver esse show da cantora por quem sou completamente apaixonada. Mas como fazer? Ingressos a R$ 90,00 reais...impossível. Só tinha uma possibilidade, uma única chance: ingressos populares!
Encontrei apoio em duas amigas, Renata e Sol, mas confesso que eu iria mesmo que fosse sozinha...rsrs
No dia marcado, com a Renata derrubada por uma forte gripe, fomos eu e Sol, para a fila na porta do Canecão. Frustração! Chegamos às 10:00 da manhã, e cinco pessoas antes de nós acabaram as senhas. Sentados em um coffee shop, no Rio Sul decidimos não desistir. Se dez horas foi tarde, no dia seguinte chegaríamos as oito. E assim fizemos.
Estava frio e encasacadas enfrentamos a difícil maratona que seria aquele dia. Quando chegamos, nos demos ao trabalho de contar quantas pessoas já tinham na fila. Eram 80 que chegaram ainda mais cedo que nós. Como são distribuídas 120 senhas, ficamos tranqüilas em nosso posto.
Fila é uma coisa que deveria ser tese de mestrado de algum antropologista. Fazem-se laços durante o tempo de espera. Eu e Sol fizemos. Com os da nossa frente, com os que estavam para trás e até mesmo com quem estava bem longe de nós. Foi uma festa! Com direito a comer empada sentada no asfalto, a tomar café expresso do jornaleiro, a sentir dor nos pés, a morrer de vontade de fazer xixi e não poder sair da fila, a reclamar com o segurança porque tinha gente furando a fila e finalmente ter nas mãos a tão esperada senha número 106.
Foram quase seis horas até termos na mão os ingressos de R$ 20,00.
Saímos de lá mal controlando a alegria e ansiedade. Orkut trocado com os novos amigos e direto pra uma loja comprar o cd. Porque segundo a Sol, precisávamos saber todas as músicas de cor...rs
A tarde passou super rápido e logo estava na hora do encontro na entrada do show. Nossos lugares ficavam do lado esquerdo do palco com uma visão privilegiada. As pessoas pareciam em transe, todas agitadas, e muitas tirando fotos...Inclusive nós...rs.
O show começou com meia hora de atraso. Quando Ana Carolina entrou no palco, coração acelerado, tudo o mais deixou de existir. Éramos, eu e ela, num misto de emoção e devoção que me envolveu por quase duas horas. Eu dancei, gritei linda, cantei, chorei muito em muitos momentos. Existem músicas da Ana que simplesmente me falam de tudo que sinto, de tudo que vivo, de tudo que quero esquecer, de tudo que tenho por dentro.
Quando ela começou a música Cantinho, não agüentei mais e desci pra pista, e ali no meio de todas as pessoas que se espremiam para vê-la, assumi o mais forte lado tiete. Dali eu e Sol fomos direto para a fila que se formaria para ir até o camarim, onde pelo que nos disseram os que estavam lá, ela daria autógrafos e tiraria fotos com cada um. Mas infelizmente nesse dia ela não estava bem, com febre e dor de garganta, não pode receber os fãs que se aglomeravam na fila. Mas antes de sabermos disso, ficamos uma hora no meio do tumulto, e não podíamos nem nos mexer, tantas eram as pessoas que se empurravam em busca de um lugar colado na parede do camarim. Teve confusão, bate-boca, falta de ar, calor, mas na verdade só desistimos quando foi anunciado que não haveria recepção aquele dia.
Fomos embora e levamos conosco uma sensação gostosa de sonho realizado. Ficou em mim a lembrança de momentos maravilhosos do show. Destaco dois e deixo aqui pra quem ler.
Antes de sentar ao piano e fazer uma linda interpretação da música: É isso aí, Ana declamou um poema de arrepiar pela dureza das palavras, pelo simbolismo da emoção e por bater em mim como uma porrada de sentimentos vividos. Foi assim:
"Você me diz que eu te olho profundamente...
Desculpa, tudo que vivi foi profundamente.
Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade de eu me inventar de novo.
Desculpa, desculpa se te olho profundamente, rente à pele
A ponto de ver seus ancestrais nos seus traços,
A ponto de ver a estrada antes dos teus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim; nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente!"
E apesar de ter cantado músicas maravilhosas, uma que não me lembrou amor, mas que me faz pensar no que ando sendo ultimamente:
http://br.youtube.com/watch?v=3u-ep-84oc8
Agora posso dizer, adoro Ana Carolina e fui no show!
De férias e sem dinheiro, meti na cabeça que tinha que ir de qualquer jeito ver esse show da cantora por quem sou completamente apaixonada. Mas como fazer? Ingressos a R$ 90,00 reais...impossível. Só tinha uma possibilidade, uma única chance: ingressos populares!
Encontrei apoio em duas amigas, Renata e Sol, mas confesso que eu iria mesmo que fosse sozinha...rsrs
No dia marcado, com a Renata derrubada por uma forte gripe, fomos eu e Sol, para a fila na porta do Canecão. Frustração! Chegamos às 10:00 da manhã, e cinco pessoas antes de nós acabaram as senhas. Sentados em um coffee shop, no Rio Sul decidimos não desistir. Se dez horas foi tarde, no dia seguinte chegaríamos as oito. E assim fizemos.
Estava frio e encasacadas enfrentamos a difícil maratona que seria aquele dia. Quando chegamos, nos demos ao trabalho de contar quantas pessoas já tinham na fila. Eram 80 que chegaram ainda mais cedo que nós. Como são distribuídas 120 senhas, ficamos tranqüilas em nosso posto.
Fila é uma coisa que deveria ser tese de mestrado de algum antropologista. Fazem-se laços durante o tempo de espera. Eu e Sol fizemos. Com os da nossa frente, com os que estavam para trás e até mesmo com quem estava bem longe de nós. Foi uma festa! Com direito a comer empada sentada no asfalto, a tomar café expresso do jornaleiro, a sentir dor nos pés, a morrer de vontade de fazer xixi e não poder sair da fila, a reclamar com o segurança porque tinha gente furando a fila e finalmente ter nas mãos a tão esperada senha número 106.
Foram quase seis horas até termos na mão os ingressos de R$ 20,00.
Saímos de lá mal controlando a alegria e ansiedade. Orkut trocado com os novos amigos e direto pra uma loja comprar o cd. Porque segundo a Sol, precisávamos saber todas as músicas de cor...rs
A tarde passou super rápido e logo estava na hora do encontro na entrada do show. Nossos lugares ficavam do lado esquerdo do palco com uma visão privilegiada. As pessoas pareciam em transe, todas agitadas, e muitas tirando fotos...Inclusive nós...rs.
O show começou com meia hora de atraso. Quando Ana Carolina entrou no palco, coração acelerado, tudo o mais deixou de existir. Éramos, eu e ela, num misto de emoção e devoção que me envolveu por quase duas horas. Eu dancei, gritei linda, cantei, chorei muito em muitos momentos. Existem músicas da Ana que simplesmente me falam de tudo que sinto, de tudo que vivo, de tudo que quero esquecer, de tudo que tenho por dentro.
Quando ela começou a música Cantinho, não agüentei mais e desci pra pista, e ali no meio de todas as pessoas que se espremiam para vê-la, assumi o mais forte lado tiete. Dali eu e Sol fomos direto para a fila que se formaria para ir até o camarim, onde pelo que nos disseram os que estavam lá, ela daria autógrafos e tiraria fotos com cada um. Mas infelizmente nesse dia ela não estava bem, com febre e dor de garganta, não pode receber os fãs que se aglomeravam na fila. Mas antes de sabermos disso, ficamos uma hora no meio do tumulto, e não podíamos nem nos mexer, tantas eram as pessoas que se empurravam em busca de um lugar colado na parede do camarim. Teve confusão, bate-boca, falta de ar, calor, mas na verdade só desistimos quando foi anunciado que não haveria recepção aquele dia.
Fomos embora e levamos conosco uma sensação gostosa de sonho realizado. Ficou em mim a lembrança de momentos maravilhosos do show. Destaco dois e deixo aqui pra quem ler.
Antes de sentar ao piano e fazer uma linda interpretação da música: É isso aí, Ana declamou um poema de arrepiar pela dureza das palavras, pelo simbolismo da emoção e por bater em mim como uma porrada de sentimentos vividos. Foi assim:
"Você me diz que eu te olho profundamente...
Desculpa, tudo que vivi foi profundamente.
Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade de eu me inventar de novo.
Desculpa, desculpa se te olho profundamente, rente à pele
A ponto de ver seus ancestrais nos seus traços,
A ponto de ver a estrada antes dos teus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim; nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente!"
E apesar de ter cantado músicas maravilhosas, uma que não me lembrou amor, mas que me faz pensar no que ando sendo ultimamente:
http://br.youtube.com/watch?v=3u-ep-84oc8
Agora posso dizer, adoro Ana Carolina e fui no show!
3 comentários:
Yessssssssss!!!!!!!!!!!!
É isso aí amiga!Valeu cada momento que passamos para ir nesse show!
Jamais vou me esquecer!!!!
Cada vez que eu passar em frente ao canecão, vou lembrar:Fiquei sentada ali, numa fila com a Inês ( logo eu que ODEIO filas...rsrsrsrs)mas FELIZZZZZZZZ da vida!Foram quase seis horas de ansiedade,expectativa e vontade de fazer xixi...hahaha
Mas fizemos amizades e foi tão rápido,né?!
Sabe qual a sensação que tenho desse nosso "programa de índio"?!:
Que as MELHORES COISAS e MELHORES MOMENTOS DA VIDA, estão na SIMPLICIDADE!!!
Eu passaria TUDO de novo!!!
Ah! Nossos ingressos custaram R$ 20,00 cada; mas em nossos corações ele tem um preço de: "MOMENTOS DE MUITAS EMOÇÕES E FELICIDADE"!!!E isso dinheiro nenhum compra !
Beijos querida e obrigada pela companhia !
Sol
Uau! Amada! Eu não fui, mas já fiquei feliz por saber que vc teve essa oportunidade! Que maravilha: Ana Carolina! Sou fã, tiete...adoro as músicas,as letras inteligentes, e que sempre dizem algo por mim...
Pôxa, se eu morasse aí perto de ti, certamente seria mais uma a estar cedinho ao seu lado, correndo atrás ...
Beijossssssssssssss
Bem legal o seu relato. Parabéns pela determinação! Bj
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