
Quando a saudade aperta o peito
E abusada, descarada
Recusa-se a ir embora
Não tem jeito!
Quando a lembrança
É tão real e insistente
Que parece estar presente
Não tem jeito!
Habituei-me a sufocar
A chorar escondido
E ficar tão quieta
Num silêncio contido
Que já não sei dizer
Se resisto a você
Ou se te vivo em mim
Todos os dias...
Tenho você na memória
Rasgando por dentro
O teu espaço
Tenho você nos meus dias
Ocupando meus vazios
De você
Tenho você no meu delírio
Conduzindo a mão que me toca
E o prazer que não sinto
Tenho você
Em tudo, em todos, em mim!
E abusada, descarada
Recusa-se a ir embora
Não tem jeito!
Quando a lembrança
É tão real e insistente
Que parece estar presente
Não tem jeito!
Habituei-me a sufocar
A chorar escondido
E ficar tão quieta
Num silêncio contido
Que já não sei dizer
Se resisto a você
Ou se te vivo em mim
Todos os dias...
Tenho você na memória
Rasgando por dentro
O teu espaço
Tenho você nos meus dias
Ocupando meus vazios
De você
Tenho você no meu delírio
Conduzindo a mão que me toca
E o prazer que não sinto
Tenho você
Em tudo, em todos, em mim!
By Inez Sodré
Foto: Laurence Mouton
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