domingo, março 11, 2007

O dia em que meu filho foi meu pai...



Esperei que o tempo passasse um pouco para escrever esse texto. Ainda hoje me emociono ao colocar as palavras na tela.

Aprendi a achar que meu filho mais novo era uma pessoa sem muitos compromissos na vida, um doce irresponsável...e como tal sempre o olhei. Até que aconteceu esse fevereiro...

Escondi enquanto pude que eu não estava bem...depois do carnaval não deu mais.

E tive tudo que eu nunca imaginei. Tive palavras sérias e duras...tive carinho e explicações sobre a complicada cabeça masculina...tive colo e aconchego...tive conforto e consegui dividir minha solidão.

É meu filho cresceu...e nessa noite invertemos as nossas relações....precisei e tive um pai que me olhou como uma menina, me tratou como uma mulher e velou meu sono até que secassem as lágrimas e eu adormecesse.

Por ele tenho a obrigação de acabar com essa tristeza. Por ele tenho que encontrar a força que não tenho. Por ele tenho que tentar novamente ser feliz. Por ele e só por ele vou buscar a Inez perdida, colocar ela no trilho e recomeçar.



Foto: Paulo Madeira

3 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

retorno ao blog e leio esse texto, belo como tudo aquilo que escreve.... Beijos, que a Inez "perdida" retorne, pois eu adoro essa Inez...

Anônimo disse...

Aplaudindo de pé amada!
Que delícia ler isso!Sei muito bem o quanto vale o amor incondicional dos filhotes.!
Vc disse tudo!! Por eles valem tudo mesmo!

PARABÉNS ...adorei!!

Beijos
Jacq