
Esse final de semana eu passei com a família do Marcelo. Não foi a primeira vez, mas eu já estava mais à vontade, e isso se reverteu em longas e animadas conversas ao cair da noite e entrando pela madrugada.
Eu confesso que se antes de conhecê-los eu tinha medo de como seria recebida, depois que os conheci eu descobri o quanto eu teria perdido se o medo tivesse retardado esse contato. É uma família na melhor concepção que se possa ter dessa palavra. Daquelas famílias com divergências que sempre acabam bem e em que todos têm o seu lugar marcado. Pai, mãe, avó, irmã, tia...enfim, aquela convivência da qual nem eu mesma avaliava de quanto sentia saudade.
Sentada na sala, ouvindo o Joaquim (pai do Marcelo e uma versão caprichada dele daqui a alguns anos...mas sem dúvida uma réplica perfeita...rsrs) eu dei muita risada. Histórias que ele conta do tempo em que foi estudante do Colégio Militar, histórias de sala de aula, o que para uma Pedagoga é delicioso de ouvir. Histórias de família, de pessoas que não conheço, mas que se tornam familiares pelo jeito que ele tem de ir nos envolvendo na narrativa. Histórias dos amigos atuais, aqueles que ele mantém contato via net e dos quais pelo menos um eu já me sinto íntima de tanto que ele esta presente nessas nossas noites: o Mozart. E também tem histórias sobre o Marcelo (essa parte eu adoro!), rsrsrs.
Tantas pessoas fazem cursos, se esmeram e não conseguem contar uma história de modo a prender a atenção de quem está ouvindo. O Joaquim nem precisa, é um dom. Além disso, tem expressões que usa ao falar que são as peças perfeitas pra alinhavar um assunto no outro. Olhar longamente para o Marcelo, depois de contar uma das confusões em que ele se envolveu na adolescência e dizer: E foi pra isso que meu espermatozóide correu tanto! É um exemplo dessa característica única dessa pessoa que parece, independente dos problemas, estar sempre de bem com a vida.
Agora um detalhe...não é possível convencê-lo que algo pode ser de outra forma, se ele tiver certeza que a maneira como pensa é a correta. Aliás, ele nem vai deixar você falar...é capaz de dar mil argumentos para provar que você está errada enquanto você fica ali parada, de boca aberta, sem emitir um só fonema... Eu sei disso, porque já aconteceu comigo!
Mesmo o Joaquim sendo o personagem principal desse post, falar da família do Marcelo e não incluir todos eles no assunto é impossível.
A mãe é sem dúvida a parte forte da casa. Embora ela não perceba toda a força que tem, só de se olhar de fora da cena, se descobre que ela é a matriarca presente em todos os momentos. De um olhar carinhoso e terno ela se impõe sem necessidade de uma imposição permanente. Só não pisem no calo dela e nem falem mal dos seus filhos, senão...
A irmã de personalidade forte e beleza natural é uma pessoa de um conversar gostoso e interessante. Descobrimos pontos em comum e nosso banho de sol, mesmo que rápido a beira da piscina foi um momento bem gostoso desse final de semana. Finalmente a tia (que tem o mesmo nome que eu e sendo assim só pode ser gente muito boa...rs) e a avó que eu lamentei muito não ter estado conosco nesse final de semana.
O Marcelo? Ah o Marcelo é o “meu amor” rs...para falar sobre ele é preciso um post inteiro, que eu ainda nem sei se quero escrever...afinal propaganda pra que, não é? Rsrsrsrs
Bem, esse post tem a finalidade de agradecer. Agradecer o carinho com que fui recebida, dizer que adorei responder as perguntas diretas que me fizeram e que me senti a vontade para falar de mim, dizer que sejam quais forem os caminhos que a vida seguir eu nunca gostaria de perder o contato e a amizade dessas pessoas. ...Hum...Esqueci uma coisa! Eu adorei o bobó de camarão também!
Beijos Joaquim, Maria Helena, Laura, Inês e Laura
Ass: Românticazinha Tatuada (Isso é especial pro Joaquim!) rsrsrsrsrs
P.S. A foto é em homenagens aos peixinhos que foram testemunhas silenciosas de todos esses acontecimentos.
Um comentário:
Hum... contador de histórias? adoooro!! hahah.
Que bom que você se integrou bem à 'nova' família...rs
Saudades de vc!
Beijo.
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